E se você trouxesse as flores do seu jardim para a mesa? As flores comestíveis estão conquistando um novo espaço na culinária, não apenas como enfeites: dependendo da variedade, elas podem adicionar frescor, aroma, um toque doce, notas herbáceas ou até uma experiência sensorial surpreendente aos pratos.
Em São Paulo, a D.R.O. Ervas e Flores, empresa familiar dos Orr, tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário ao se tornar uma das principais fornecedoras de flores comestíveis, ervas frescas, brotos e folhas baby para restaurantes da cidade. A trajetória começou em 1996, quando John Orr decidiu cultivar ervas aromáticas na propriedade da família no interior do estado. Atualmente, sob a liderança de sua filha, Deborah Orr, a empresa realiza cerca de 250 entregas diárias para atender restaurantes, hotéis, bufês e escolas de gastronomia.
A D.R.O. também teve um papel crucial na popularização de ingredientes que agora são mais comuns nos cardápios devido à sua estreita colaboração com chefs. As flores comestíveis surgiram como uma resposta à busca por elementos delicados para finalizar pratos e conquistaram protagonismo próprio ao longo do tempo.
Deborah compartilha a seguir as características de sete variedades de flores comestíveis e oferece dicas sobre como utilizá-las na culinária. Confira!
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Amor-perfeito
Foto: Claus Lehmann
Entre as flores comestíveis mais populares está o amor-perfeito (Viola x wittrockiana), que se destaca pela diversidade de cores e pétalas macias. “Seu sabor é sutil, levemente vegetal e com um toque doce discreto, sem um aroma forte, permitindo que seja utilizada em várias preparações sem dominar o prato”, explica Deborah.
Na culinária, pode ser utilizada inteira ou em pétalas em saladas, sobremesas, confeitaria, queijos, canapés e coquetéis. Também é possível cristalizá-la para decorar doces. É uma excelente escolha quando se deseja agregar cor e textura ao prato sem alterar significativamente seu gosto.
Borago
Foto: Claus Lehmann
Conhecida também como borragem, a borago (Borago officinalis) possui pequenas flores estreladas que geralmente variam entre tons azuis e arroxeados. Seu sabor é fresco e levemente vegetal, lembrando o pepino. Algumas pessoas ainda associam seu gosto ao de ostras ou à água do mar.
Segundo Deborah, essa característica torna a flor uma ótima opção para acompanhar saladas, pratos frios, peixes, frutos do mar e queijos frescos. Ela também pode ser utilizada em bebidas e coquetéis; congelada em cubos de gelo cria um detalhe visual interessante.
Flor de erva-doce
Foto: Claus Lehmann
As pequenas flores amarelas da erva-doce (Foeniculum vulgare) não trazem apenas beleza aos pratos; seu aroma é marcante. Com notas doces e frescas que remetem ao anis e às ervas aromáticas, essas flores oferecem uma versão mais suave da própria erva.
As flores podem ser colhidas das umbelas e acrescentadas em pequenas quantidades aos pratos. “Elas combinam bem com peixes, frutos do mar, saladas, legumes variados, queijos finos, molhos e até sobremesas”, aconselha Deborah. Essa é uma forma eficaz de adicionar perfume e frescor sem usar grandes porções de ervas ou especiarias.
Cosmos
Foto: Claus Lehmann
O cosmos é leve e vibrante; muito utilizado na gastronomia moderna devido ao efeito visual que proporciona nos pratos. As variedades comestíveis geralmente apresentam um sabor suave e fresco com leves notas herbáceas.
Deborah destaca a importância de utilizar apenas cultivares apropriadas para o consumo humano. Na cozinha, essa flor é frequentemente utilizada fresca — inteira ou em pétalas — em saladas, entradas ou sobremesas. Além disso, a versão laranja pode ser usada como pigmento em risotos como alternativa ao açafrão; assim ela contribui tanto para a apresentação quanto para o sabor dos pratos.
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Alyssum ou flor-de-mel
Foto: Deborah Orr
Com pequenos cachos delicados de flores nas cores branca, rosa e lilás, a alyssum ou flor-de-mel (Lobularia maritimai) se destaca pelo seu perfume suave que remete ao mel. </s“</s" <s" <spn ;= seu sabor acompanha essa delicadeza”, ressalta Deborah.”Possui notas levemente doces e vegetais com um toque picante sutil.” A flor pode ser utilizada em pequenos cachos ou separadamente nas receitas – desde saladas até sobremesas – sendo uma escolha versátil para finalizar pratos doces ou salgados sem ofuscar os outros sabores.
Phlox
Foto : Pexels small >
Com cinco pétalas coloridas variando entre branco , rosa , vermelho , lilás até roxo , o phlox acrescenta cor aos pratos sem ocupar muito espaço . Contudo , Deborah alerta sobre a necessidade de se identificar corretamente as espécies , pois nem todas as plantas comercializadas sob nomes semelhantes são seguras para consumo . span > p >
Entre as variedades reconhecidas como seguras está a span > Phlox paniculata span > i > cujas flores têm sabor suave , adocicado e floral . Podem ser usadas inteiras ou em suas pétalas , decorando saladas , entradas , sobremesas , confeitaria , bebidas ou finalizações . span > p >
Flor de jambu b > h2 >
Foto : Deborah Orr small >
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Enquanto algumas flores são utilizadas principalmente por sua coloração vibrante , o jambu ( span > Acmella oleracea span > i >< span styl = " font -weight :4oo; ") tem um perfil gustativo distinto . Seu sabor herbal apresenta leve acidez , mas sua grande característica está na sensação peculiar que provoca na boca . Deborah explica que isso ocorre devido à presença do espilantol , um componente capaz de gerar uma sensação inicialmente picante seguida por formigamento , aumento da salivação e uma dormência passageira . A intensidade varia conforme a quantidade utilizada e a parte da planta empregada . Na culinária , esta flor pode ser incorporada em pequenas quantidades nas entradas , pratos à base de peixes ou frutos do mar , molhos criativos e coquetéis ; ela também tem ganhado destaque pela capacidade de influenciar o paladar das bebidas . Tradicionalmente presente na cozinha amazônica e bastante utilizada no Norte do Brasil , o jambu vem sendo incluído também nas propostas contemporâneas dos cardápios modernos.","}</s" } }
