Francisco Terra, um mineiro que fundou a Maldito Paris, reside na capital francesa há duas décadas. Em 2020, durante o início da pandemia, ele lançou sua marca com o intuito de se reconectar com suas raízes brasileiras através de técnicas artesanais. Assim, o desfile realizado nesta sexta-feira (24/07) no Cine Copan em São Paulo representa não apenas o segundo evento da grife, mas também a primeira apresentação no país de origem do estilista – um passo significativo em sua jornada de retorno às suas origens.
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Leia mais: Maldito Paris chega ao Brasil
As coleções da marca são frequentemente baseadas em histórias. “Nesta nova linha, imaginei um grupo de amigos nos anos 80 que viaja para uma cachoeira com o propósito de observar o Cometa Halley”, relata o designer. Com essa ideia em mente, é possível perceber a inspiração por trás dos modelos exibidos na passarela: figuras vestindo maiôs cavados estilo asa-delta, microbiquínis e jeans que evidenciam o bumbum.
À medida que o desfile avança, a temática da viagem assume uma estética psicodélica. Essas visões inspiram saias balonê rígidas confeccionadas com camadas finas de espuma utilizadas em travesseiros, vestidos estruturais que abraçam o torso e trench coats com mangas bufantes exageradas. O processo de criação das peças é detalhista; várias delas incorporam técnicas tradicionais dos barracões de Carnaval – resultantes de sua pesquisa para a coleção de inverno de 2026 – utilizando barbatanas e enchimentos para criar efeitos volumosos.
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Leia mais: O que esperar das semanas de moda de verão 2027
Dentro dessa atmosfera vibrante, Francisco também investiga temas ligados ao fetiche. “Pesquisei arquétipos criados pelo imaginário LGBTQIA+, como a figura do motociclista homoerótico sempre trajando uma jaqueta de couro preta”, explica ele. Sua interpretação desse clássico resulta em uma peça com ombros largos e forma robusta. A investigação sensual se estende à representação do corpo humano, evidenciada nos tops que imitam seios e nos corsets que se tornaram uma assinatura do designer. Além disso, estampas florais desbotadas retiradas dos colchões onde ocorrem momentos íntimos são aplicadas em casacos puffer.
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Leia mais: Forca Studio, verão 2027
Os produtos estarão disponíveis em uma pop-up na Galeria Pivô, localizada no Edifício Copan, entre os dias 25 e 31 de julho. Durante esse mesmo período e local, Francisco Terra apresentará uma exposição de moda com curadoria do francês Adrian Kammarti, doutor em história da arte pela Sorbonne e professor no Institut Français de la Mode. A mostra contará com mais de cinquenta obras – incluindo looks da Maldito Paris (alguns recém-apresentados) e criações de outras marcas – além de vídeos, fotografias e ilustrações que exploram a histórica conexão entre vestuário e sexualidade.
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
Maldito Paris, 2026.
Foto: Zé Takahashi
