Projetar cozinhas compactas e funcionais envolve mais do que simplesmente acomodar móveis e eletrodomésticos em um espaço pequeno. É fundamental compreender como o ambiente será utilizado, quais dispositivos serão necessários no dia a dia e como organizar o local para maximizar sua praticidade.
Para elucidar quais escolhas são cruciais desde o início do planejamento de cozinhas pequenas e funcionais, consultamos as arquitetas Tatyane Bernardes, do escritório Trópico Arquitetura, e Cristiane Schiavoni. Veja abaixo as orientações!
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A jornada começa com a rotina
Cozinha elaborada pela arquiteta Juliana Fabrizzi.
Foto: Carolina Lacaz
Antes de traçar o layout, é importante responder a algumas questões: você cozinha diariamente? Recebe amigos com frequência? Vive sozinho? As respostas a essas indagações ajudam a estabelecer as prioridades do projeto.
A movimentação entre pia, fogão e geladeira também deve ser considerada desde os primeiros passos. Tatyane afirma que esse caminho precisa ser intuitivo para evitar deslocamentos desnecessários durante o preparo das refeições.
Um layout bem planejado é mais importante que a metragem
Projeto desenvolvido pelo escritório Oniris Arquitetura.
Foto: Ricardo Faiani
Não há uma metragem mínima que assegure uma cozinha confortável; o que realmente importa é a organização do espaço. “Cozinhas lineares, em formato de L, U, paralelas ou integradas podem funcionar igualmente bem, desde que respeitem a circulação e a localização das instalações do imóvel”, ressalta Cristiane. Em reformas, Tatyane sugere que manter a posição dos pontos hidráulicos pode ajudar a reduzir gastos.
Erros frequentes podem prejudicar a funcionalidade
Espaço projetado pelo escritório Trópico Arquitetura.
Foto: Maura Mello
Apostar apenas na aparência estética é um erro comum em projetos de cozinhas pequenas. Cristiane explica que armários bonitos nem sempre são práticos. Bancadas reduzidas, falta de espaço para armazenamento, eletrodomésticos mal posicionados e problemas ergonômicos também afetam negativamente o uso cotidiano do ambiente.
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A marcenaria faz toda a diferença
Cozinha desenvolvida pela arquiteta Cristiane Schiavoni.
Foto: Carlos Piratininga
Quando se busca otimizar cada centímetro de cozinhas pequenas e funcionais, investir em móveis planejados geralmente traz resultados superiores. “É possível explorar nichos, cantos e espaços acima da geladeira, além de outras áreas que muitas vezes ficam sem uso”, explica Cristiane. Ela acrescenta que esse investimento vale a pena, pois o projeto é adaptado à rotina dos moradores.
Aproveitar áreas subutilizadas aumenta o espaço de armazenamento
Projeto elaborado pelo Studio HA.
Foto: Renato Navarro
Espaços que costumam ser ignorados podem ser reaproveitados quando o projeto é bem estruturado. Cristiane sugere utilizar o espaço acima da geladeira para armazenar utensílios menos utilizados e instalar acessórios específicos nos cantos dos armários para facilitar o acesso. Nichos também podem ser empregados para guardar eletroportáteis e objetos do cotidiano.
Nessa mesma linha de pensamento, Tatyane recomenda armários que vão até o teto, nichos verticais para organizar bandejas e prateleiras giratórias para maximizar os chamados “cantos mortos”.
Materiais duráveis e cores claras favorecem o funcionamento diário
Cozinha projetada pelo escritório MAAI Arquitetura.
Foto: Divulgação
“Usar cores claras na base ajuda a ampliar visualmente o ambiente. Os toques de cor podem aparecer na marcenaria, em objetos decorativos ou revestimentos”, destaca Cristiane. Para garantir uma boa durabilidade, ela recomenda optar por MDF de qualidade superior, porcelanato e superfícies robustas para as bancadas.
