Cada vez mais, os projetos de interiores buscam criar pontes com a natureza, especialmente em centros urbanos onde o concreto, muitas vezes, dita a paisagem. É nesse contexto que as plantas decorativas para casa surgem não apenas como adorno, mas como ferramentas capazes de transformar qualquer ambiente.
Mais do que preencher vazios, as folhagens introduzem textura e ajudam a suavizar a rigidez da arquitetura. Para descobrir como escolher e usar plantas decorativas para casa, conversamos com a arquiteta e paisagista Catê Poli, a designer de interiores Fernanda Nasser, do escritório Concretize Interiores, e a arquiteta Ana Isabella Salles, do escritório Cammarota & Salles. Confira as dicas, a seguir.
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Crie pequenos pontos verdes
Neste projeto assinado pelo escritório Casa33 Arquitetura, o vaso de flores adiciona um toque de vida no ambiente.
Foto: Evelyn Müller
Para quem está começando a investir em plantas decorativas para casa, a paisagista Catê Poli recomenda iniciar com gestos mínimos. “Inserir vasos em mesas de centro, estantes, mesas de jantar ou sobre aparadores é um bom começo para transformar os espaços sem grandes intervenções”, explica ela.
Espécies como jiboia, zamioculca ou tostão (conhecida também como dinheiro-em-penca) funcionam bem nesse primeiro contato, já que exigem poucos cuidados e se adaptam com facilidade a ambientes internos.
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Pense nas plantas como parte da arquitetura
Muito além da decoração, as plantas podem assumir um papel estrutural dentro do projeto de interiores. De acordo com a arquiteta Ana Isabella Salles, quando o paisagismo é pensado desde o primeiro traço, ao lado da marcenaria, da iluminação e da escolha de materiais, ele passa a compor a narrativa do ambiente. Assim, além de servirem como plantas decorativas para casa, elas podem dissolver fronteiras entre áreas internas e externas, criar sombras e dar mais fluidez ao layout.
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Monte composições em diferentes alturas
Neste projeto assinado pela arquiteta Michelle Machado, as plantas foram posicionadas em diferentes alturas.
Foto Julia Novoa
Uma das formas mais eficazes de criar impacto visual é trabalhar com variações de escala. “Brincar com diferentes tamanhos de vasos, como um grande, um médio e um pequeno, pode ser uma forma de montar composições equilibradas”, afirma Catê.
O contraste também pode ser um grande aliado e criar movimento. Portanto, busque misturar folhas finas com folhagens mais densas, alternar vasos altos com modelos mais baixos ou variar as tonalidades das folhagens.
No entanto, é preciso atenção às proporções. “O cuidado com a escala não é apenas estético. Vasos muito grandes ou muito pequenos podem quebrar a harmonia do ambiente e deixar os espaços desproporcionais”, alerta a designer de interiores Fernanda Nasser. Ela também recomenda o diálogo entre recipientes e as cores e o estilo do décor.
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Aproveite janelas para criar mini paisagens
Entender a incidência de luz é fundamental para que as plantas prosperem e permaneçam bonitas, pois elas precisam de iluminação para realizar a fotossíntese. Na cozinha, por exemplo, uma pequena horta de temperos próxima à janela leva frescor e harmonia ao ambiente – ainda que seja importante lembrar que ervas possuem ciclos de vida mais curtos.
Em salas com varanda ou janelas amplas, é possível criar composições mais densas, com vasos de diferentes tamanhos que formam uma “mini floresta” dentro de casa.
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Use prateleiras para ganhar espaço
Quando o espaço é limitado, olhar para cima é uma estratégia eficiente. Prateleiras com plantas dão um toque delicado ao ambiente sem interferir na circulação. “Elas adicionam graça e delicadeza a ambientes menores, porém a rega e os cuidados precisam ser práticos. Um banquinho ou uma escadinha dão conta do recado”, aconselha Fernanda Nasser.
Jardins verticais naturais também são alternativas interessantes, principalmente em varandas. No entanto, é importante considerar a exigência de manutenção periódica para que eles permaneçam viçosos ao longo do tempo.
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Escolha espécies que acompanhem sua rotina
O mix de plantas cria um ambiente aconchegante neste projeto do escritório Entropia Arquitetura.
Foto: Monica Assan
Um dos erros mais comuns ao incluir plantas no décor é desconsiderar as condições reais do ambiente, como incidência solar e clima, e o tempo disponível para manutenção.
Para iniciantes, Catê sugere apostar em espécies mais resistentes, como pacová, ripsális, costela-de-adão, espada-de-são-jorge, peperômia e pleomele, que demandam pouca água e manutenção. As bromélias e orquídeas phalaenopsis também podem ser boas alternativas para quem busca floração prolongada.
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