Distribuídas em uma área de 140 hectares, as galerias de Inhotim constituem o museu a céu aberto de Brumadinho, em Minas Gerais, considerado um dos melhores destinos de 2026 pelo jornal The New York Times. Neste ano, o instituto comemora 20 anos de sua fundação e, entre as novidades, planeja novas obras dos artistas Grada Kilomba, Lais Myrrha e Paulo Nazareth, exposições inéditas de Dalton Paula e davi de jesus do nascimento, além da ampliação da Galeria Cildo Meireles e o retorno de The Murder of Crows, de Janet Cardiff e George Bures Miller.
O museu fica a cerca de 53 km de Belo Horizonte e, além das mais de 1,8 mil obras de arte, conta com um acervo botânico com 4,3 mil espécies. Um dia definitivamente é pouco para conferir tudo o que há para se ver nesse lugar singular. Para ajudar você a não se perder em meio a tantas criações artísticas, destacamos nove galerias de Inhotim para ficar de olho durante a sua visita:
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Galeria Cosmococa
A galeria abriga cinco “intervenções espaciais” idealizadas por Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, chamadas Trashiscapes, Onobject, Maileryn, Nocagions e Hendrix-War. Nesses diferentes ambientes, você encontra projeções, redes, colchões, balões, entre outros elementos, que convidam o público a interação. Projetada pelo escritório Arquitetos Associados e inaugurada em setembro de 2010, a Cosmococa é considerada, entre as galerias de Inhotim, uma das mais interativas.
Galeria Cildo Meireles
Atualmente, três obras de Meireles estão expostas na galeria que leva o seu nome: Através, Glove Trotter e Desvio para o vermelho: Impregnação; Entorno; Desvio. Esta última é composta de três espaços articulados entre si e, em um deles, o visitante encontra uma sala com mobiliário e objetos rubros. Neste ano, a partir de 17 de outubro, a galeria – que tem projeto arquitetônico de Paulo Orsini – receberá também a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais).
Galeria Yayoi Kusama
Inaugurada em 2023, com projeto dos arquitetos Fernando Maculan e Maria Paz, a galeria é a mais visitada do museu. Ela é dedicada às obras da artista japonesa e conta com instalações imersivas, como Aftermath of Obliteration of Eternity. Nesta, temos um ambiente iluminado por lanternas que, refletidas por espelhos, criam um cenário fantástico.
Galeria Psicoativa Tunga
Idealizada pelo artista e projetada pelo escritório Rizoma Arquitetura, a galeria carrega a proposta de convocar a experiência da arte em diálogo com elementos como corpo, ciência e alquimia. A edificação, que lembra uma caixa de vidro, abriga obras como À la Lumière des Deux Mondes, exposta pela primeira vez no Museu do Louvre, em Paris.
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Galeria Valeska Soares
Neste espaço da artista, vemos projeções de corpos em movimento, dançando ao som da música The Look of Love, composta por Burt Bacharach e Hal David. Batizada como Tonight, a obra retrata pessoas no antigo cassino do Conjunto Moderno da Pampulha, atual Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte.
Claudia Andujar | Maxita Yano
Com projeto do escritório Arquitetos Associados, a galeria tem mais de 400 obras da fotógrafa. Lá, vemos registros do povo Ianomâmi, feitos entre 1950 a 2010, eixo central da sua obra. No ano passado, ao passar dos dez anos de sua inauguração, o espaço recebeu trabalhos de outros artistas indígenas, que dialogam com Andujar, como os brasileiros Denilson Baniwa, Edgar Kanaykõ e Paulo Desana, a boliviana Elvira Espejo e os peruanos Olinda Silvano e David Díaz González.
Galeria Adriana Varejão
Com edificação que lembra uma caixa de concreto, projetada pelo arquiteto Rodrigo Cerviño, a galeria tem pinturas e esculturas de Adriana, como Linda do Rosário, de 2004, que integra a série Charques. Há ainda a pintura O Colecionador, de Saunas, que estabelece relação com a arquitetura da própria galeria.
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Galeria Miguel Rio Branco
Assinado pelo escritório Arquitetos Associados, o projeto da galeria dialoga com referências barrocas presentes na obra do artista. No pavimento inferior da construção, é possível encontrar painéis que revelam incursões de Rio Branco, entre os anos 1970 e 1980, no Pelourinho, em Salvador. Também é possível ver na galeria a instalação Entre os olhos, o deserto, que projeta olhares.
Galeria Doug Aitken
Situada num dos pontos mais altos do museu, a galeria conta com um poço tubular de 202 metros de profundidade, com microfones ultrassensíveis para captar os sons da terra. O espaço foi criado em 2009, após cinco anos de pesquisa e experiência de Aitken no próprio Instituto Inhotim.
Instituto Inhotim: na Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais. De quarta a sexta, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingo e feriados, das 9h30 às 17h30. Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim funciona às terças, das 9h30 às 16h30. Ingresso: R$ 65 (R$ 32,50, meia- entrada). Mais informações no site.
