Olheiras são um dos problemas estéticos mais comuns e reconhecidos, mas suas origens são variadas. Antes de optar por um sérum para olheiras, é fundamental compreender os fatores que contribuem para o escurecimento, ressecamento ou inchaço na região sob os olhos.
A dermatologista Eduarda Bernardini aponta que as olheiras podem ser classificadas em quatro categorias principais: pigmentares, vasculares, estruturais e mistas. As olheiras pigmentares apresentam uma coloração predominantemente marrom ou castanho, resultante do aumento do pigmento. Já as vasculares podem ter colorações que variam entre roxas, azuis e vermelhas; isso ocorre devido à pele fina da área, que revela os vasos sanguíneos com facilidade. As olheiras estruturais estão ligadas à anatomia facial e incluem sulcos lacrimais, perda de volume e bolsas sob os olhos, além das mudanças associadas ao envelhecimento que criam sombras e profundidade. Por fim, as olheiras mistas combinam características de dois ou mais tipos e são bastante comuns”, explica a médica.
Então, como identificar o tipo de olheira que você possui? Embora a melhor forma seja consultar um dermatologista, alguns sinais podem ajudar na identificação do componente predominante. A coloração é um desses indicadores. Além disso, o comportamento da região pode fornecer pistas adicionais. A especialista sugere observar se a aparência das olheiras muda sob diferentes iluminações ou após noites mal dormidas, o que pode indicar um fator vascular. Alterações visíveis ao longo dos anos podem estar ligadas a questões estruturais.
As causas das olheiras também são diversas. No caso das pigmentares, fatores como genética, exposição ao sol, dermatites e alergias podem contribuir para o escurecimento da pele. Nas vasculares, além da predisposição genética e da fineza da pele, a congestão vascular e o edema se destacam especialmente durante crises alérgicas ou após noites de sono insuficiente.
Como escolher o sérum antiolheiras adequado?
A seleção de um sérum deve considerar essas diferenças nas causas das olheiras. Ao invés de optar por um produto genérico que promete tratar todas as variações de olheiras, é recomendável analisar os ingredientes presentes na fórmula e entender quais alterações eles pretendem corrigir.
Para olheiras pigmentares
Ativos despigmentantes são essenciais nesse caso. “O thiamidol é atualmente a principal escolha para combater esse tipo de pigmentação. O ácido tranexâmico também é um bom aliado”, afirma Eduarda. A vitamina C é benéfica por sua ação antioxidante e por ajudar no controle da pigmentação. Já a niacinamida atua em várias frentes: melhora a barreira cutânea, possui propriedades calmantes e ajuda na uniformização do tom da pele. Adicionalmente, a proteção solar é crucial na rotina diária; já que a exposição aos raios solares pode agravar a hiperpigmentação.
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Para olheiras vasculares e bolsas
Quando há predominância de tons arroxeados ou azulados, ativos como a cafeína se tornam importantes. “Ela tem uma atuação direcionada ao componente vascular e ao edema”, destaca a especialista. Além disso, noites mal dormidas podem intensificar temporariamente essas olheiras; portanto, cuidar bem do sono é igualmente importante.
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Para linhas finas e ressecamento
Nem todas as olheiras são definidas apenas por sua cor; muitas vezes a textura da pele revela linhas finas ou sinais de ressecamento que indicam fotoenvelhecimento. Para esses casos específicos, Eduarda recomenda ingredientes como retinol, peptídeos, ceramidas e ácido hialurônico. “Os retinoides têm evidências sólidas quanto à melhoria da qualidade da pele e redução de linhas”, afirma ela. O ácido hialurônico é eficaz na hidratação enquanto os peptídeos auxiliam na firmeza da pele; ceramidas desempenham um papel crucial na manutenção da barreira cutânea nessa área delicada.
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E quando as olheiras são profundas?
Ajustar suas expectativas é essencial antes de investir em qualquer sérum antiolheiras. Apesar dos cosméticos poderem melhorar aspectos como hidratação e textura da pele ou até mesmo reduzir linhas finas e hiperpigmentação; eles não alteram a estrutura facial.
“Nenhum sérum tem capacidade de preencher sulcos lacrimais ou restaurar perdas volumétricas significativas”, esclarece a dermatologista. Em resumo; produtos voltados para cuidados com a pele atuam superficialmente sem modificar fisicamente essa região específica.”
Por esse motivo; abordagens diferenciadas são necessárias para tratar olheiras estruturais ou mistas. Dependendo do diagnóstico médico; procedimentos como lasers ou estímulos de colágeno podem ser recomendados; além do uso de ácido hialurônico ou até mesmo intervenções cirúrgicas como blefaroplastia em casos mais severos.
Ponto importante!
A delicadeza da região ocular demanda atenção extra ao introduzir novos produtos. “A pele das pálpebras é mais fina e suscetível; produtos com potencial irritativo podem causar dermatite ou até agravar as olheiras,” adverte a especialista.
Portanto; qualquer sérum deve ser aplicado conforme as instruções do fabricante evitando proximidade excessiva com os olhos.
Sinais como ardência contínua; vermelhidão ou descamação exigem suspensão imediata do uso.
Pessoas com peles muito sensíveis ou histórico de dermatite precisam redobrar os cuidados.
Eduarda finaliza enfatizando que uma maior quantidade de ativos não implica necessariamente em maior eficácia. Na região ocular; uma fórmula bem tolerada alinhada às necessidades específicas pode ser mais vantajosa do que uma combinação complexa repleta de ingredientes irritantes. Embora observar sua própria pele e conhecer os ativos seja sempre útil; nada substitui uma consulta médica com um dermatologista capaz de identificar as causas subjacentes e recomendar o tratamento mais apropriado para cada caso.
Valores pesquisados no mês de agosto podendo sofrer alterações.
