Luciane Sakon: da influência digital à liderança na moda com a Haye

Aos 34 anos, Luciane Sakon é a mente criativa por trás da marca Haye, onde se considera a “faz tudo” do empreendimento. “Estou envolvida em cada etapa, desde a pesquisa até o desenvolvimento das peças e o envio dos pedidos. Sei que parece uma loucura, mas gosto de cuidar de todos os detalhes pessoalmente”, afirma.

Originária de Suzano, a designer mudou-se para São Paulo aos 18 anos. Cursou moda na Universidade Anhembi Morumbi, inspirada pela irmã mais velha, que também se graduou na mesma área. Desde seus tempos de faculdade, Luciane sonhava em criar sua própria marca, embora sua trajetória incluísse várias experiências antes de alcançar esse objetivo.

Luciane Sakon, fundadora da Haye.
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Antes de lançar sua marca, Luciane trabalhou no varejo por cerca de dez anos. Durante esse período, atuou como vendedora em lojas renomadas como American Apparel, Topshop e Escudero. Em 2014, começou a explorar a criação de conteúdo para suas redes sociais. “Sempre tive paixão por fotografia e busquei manter um estilo visual consistente nas minhas postagens”, revela.

À medida que sua base de seguidores crescia, as pessoas começaram a demonstrar interesse pelas roupas que ela usava. Após dois anos construindo essa comunidade online, decidiu produzir algumas peças para vender em seu perfil do Instagram. Camisetas de tule, vestidos em veludo molhado e blusas com alças foram suas primeiras criações, servindo como teste para um projeto maior que viria a seguir: em novembro de 2017 nasceu a Haye com uma coleção inicial que apresentava uma seleção de tops, saias, calças e casacos.

O blazer Lina, da Haye.
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Para Luciane, “a marca reflete o que eu uso”, destacando seu estilo minimalista. A identidade visual da Haye combina alfaiataria clássica com slip dresses em cetim, regatas caneladas e trench coats. Ao longo desses quase nove anos de atividade, o único padrão estampado utilizado foi uma padronagem de oncinha em um casaco de pelo sintético. As produções são realizadas por fornecedores locais parceiros.

No início das operações, a marca funcionou com estrutura reduzida. “O lucro era quase inexistente; tudo que eu ganhava era reinvestido na empresa”, conta Luciane. No entanto, durante a pandemia surgiu uma oportunidade inesperada. No começo do isolamento social, criou calças e moletomes que obtiveram grande aceitação no mercado. Em 2021, com a leve flexibilização das restrições sanitárias, lançou um costume de alfaiataria chamado Lina que se destacou nas vendas.


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Esse conjunto composto por blazer estruturado e calça rapidamente se tornou um best-seller. Nos últimos cinco anos, Luciane lançou o modelo em diversas cores como preto, off-white, bege, vinho e marrom; os estoques esgotam rapidamente. Atualmente, ela não segue as datas tradicionais das coleções e prefere lançar pequenas coleções trimestrais ao invés disso. As vendas são realizadas pelo e-commerce da marca e no showroom localizado no bairro dos Jardins em São Paulo. Além disso, a partir do fim do ano corrente seus produtos estarão disponíveis na loja multimarcas Mata Lab.

O conjunto Lina.
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By Beleza Sempre Viva

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