Duran Lantink assumiu como diretor criativo da Jean Paul Gaultier em outubro passado. Sua escolha de abordar o espírito libertário e queer, mirando no lado mais clubber da marca, gerou controvérsias. Uma das críticas mais significativas foi a representação feminina proposta pelo designer, ao criar peças com estampas de corpos masculinos nus.
A coleção de inverno 2026 apresentada recentemente é uma evolução das ideias anteriores, agora mais refinadas e sob um novo tema. Inspirado por uma foto de Marlene Dietrich segurando um chicote, o estilista apresentou peças com efeitos especiais, como vestidos que soltam fumaça de verdade. A influência de Marlene também é evidente na mistura entre elementos masculinos e femininos na alfaiataria, com detalhes faroeste e acessórios tipo chapéu de cowboy.
Algumas peças também flertam com uma estética esportiva, transformando parkas em vestidos ou adotando detalhes utilitários em conjuntos de blazer e saia. Destaques da coleção incluem vestidos de jersey e veludo com drapeados e enchimentos que conferem um ar caricato e expressionista aos looks. No entanto, a falta de conexão com a linguagem autoral de Duran Lantink acabou prejudicando a estreia do estilista, que ainda busca consolidar sua identidade na marca.
