Camila Pitanga brilha na nova campanha de inverno da Riachuelo 2026

A coleção de inverno 2026 da Riachuelo, lançada nesta segunda-feira (23.02), vem sob um novo prisma. Seu nome é Rir com a alma. Já sua estrela é Camila Pitanga, que troca o carão pelo sorriso — quase como um gesto de resistência à sobriedade que costuma ser associada à estação. “Nossa ideia era repensar o inverno a partir do que é nosso, do que é Brasil”, explica Cathyelle Schroeder, CMO da marca, em comunicado divulgado à imprensa.

O riso também é coisa rara nas imagens de moda. Não se sabe ao certo quais são os motivos. Há quem relacione essa contenção à tradição francesa de evitar expansividade entre desconhecidos, outros apontam para a aura de elitismo que ainda ronda a indústria. E existe a velha justificativa de que a expressão da modelo não deve competir com a roupa – mas isso Camila e Riachuelo já provaram que é balela.

Segundo Constanza Pedrassani, diretora de estilo da varejista, a proposta da coleção é um inverno solar. “Unimos tendências globais com a versatilidade que o público brasileira exige”, fala. Há estampas clássicas, como xadrez e pied-de-poule, reinterpretadas em novas proporções, além de uma alfaiataria menos rígida e mais fluida.

Fluidez, aliás, foi uma palavra repetida algumas vezes por Camila Pitanga na nossa entrevista. A atriz, que desde o ano passado consolida sua parceria com a Riachuelo, conversou com a ELLE sobre a nova campanha, e não só. A carioca também comenta a necessidade de ter um rosto que se mexa, o sucesso de Beleza fatal e a graça de, ainda bem, ser brasileira.


Foto: Divulgação

O inverno 2026 da Riachuelo faz um movimento interessante para a moda, que costuma buscar uma imagem tão controlada. Como foi clicar a campanha?

Uma campanha em que eu posso sorrir, em que a espontaneidade e o bem viver são valorizados, é uma maravilha. E que louco que a mudança de paradigma seja a gente poder sorrir, né? Isso é uma coisa pra gente refletir. Enfim, essa já é a minha segunda campanha com a Riachuelo e é um prazer imenso poder falar da nossa brasilidade e do nosso astral. Um orgulho!

Na sua vida, quando você sorri com a alma?

Pra mim, o riso tá sempre conectado à espontaneidade. Existe o riso frouxo quando alguém conta uma história, mas também existe o riso de emoção quando você vê alguém que ama conquistando algo. Rir com a alma tem que ser assim, tem que ser espontâneo. Tem a ver com o que você tá vivendo, vem de dentro.

O riso movimenta o rosto e revela marcas de expressão. Como você lida com essa beleza que não é estática?

Na minha profissão, é fundamental ter elasticidade, ter fluidez. Eu preciso ter cara, um rosto livre que se mexa. Preciso das marcas, das linhas, das expressões do meu rosto. Não que eu não fique refém dos padrões em algumas circunstâncias, mas, enquanto atriz, não quero e não posso ter um rosto paralisado, mesmo. Prezo muito por isso.

Sua imagem sempre esteve muito conectada à valorização de uma moda e uma beleza natural. Isso é uma escolha consciente?

Conforto é um princípio na minha vida. Na moda, isso tem a ver com estar conectada às pessoas certas, artistas que apostam em mim e eu aposto neles. No Carnaval, por exemplo, estive com o (estilista) Henrique Filho, um criador que tem uma trajetória fantástica. O (stylist) Pedro Salles eu conheço a vida inteira e confio plenamente nele. Isso me dá uma tranquilidade, sabe? A liberdade de ousar, de sonhar. O vestir tem a ver com a forma como quero me projetar no mundo. Quero me projetar com conforto, mas também com beleza. A estética, pra mim, é muito importante, embora não seja a única coisa essencial.


Foto: Divulgação

O que mais é essencial?

Foi muito marcante quando visitei a fábrica da Riachuelo, no Rio Grande do Norte. É um parque fabril absurdo, uma coisa monumental. Conheci as costureiras, as pessoas que confeccionam as roupas, e tive um encontro com as bordadeiras de Timbaúba dos Batistas. Estar ali reforçou em mim a dimensão de quanto essa indústria movimenta vidas. É esse o Brasil que me interessa, o Brasil que move montanhas, impacta famílias e leva beleza por meio da moda e da cultura. O brasileiro sabe ser feliz! Mesmo diante de tantas adversidades e coisas espinhosas, a gente vai ao Carnaval, celebra as festas populares, vive com vigor, com gargalhada, com fluidez.

Um dos grandes fenômenos de 2025 foi Beleza fatal, novela em que você interpreta Lola. Ela é uma vilã muitíssimo bem-humorada, né?

Na campanha, acabei capturando um pouco da gargalhada da Lola. Eu ria no set, e as pessoas falavam: “Isso tá muito Lola!” Ela é uma personagem que preza pela autenticidade, ainda que por caminhos terríveis. Comete as maiores atrocidades, mas é engraçada, carismática. Não tem nada a ver comigo, mas esse é o barato do meu trabalho: poder emprestar algum tipo de humanidade, de alegria, a uma mulher tão perversa. A artesania de ser atriz está aí. E foi uma surpresa poder me comunicar com um público diferente. Por estar no streaming, a novela chegou para uma galera de 20 anos. Então, considero um novo marco no meu trabalho, que me fez conquistar um outro público.

E agora é oficial: a novela vai ganhar uma continuação. Você se sente pressionada pelo sucesso da primeira parte?

A expectativa sempre existe. Quero que o trabalho chegue bem ao público, quero contar bem cada história. Faço tudo com muito comprometimento, seja no teatro, na televisão ou no cinema. Mas a reação da audiência é sempre um grande mistério, e eu procuro estar aberta pra ele, pra esse destino desconhecido. O mais importante é que eu gosto do meu trabalho, da minha artesania. Gosto de pesquisar, de ensaiar, de estar no set. Eu me divirto! Em 2025, quando fiz Dona de mim, na reta final da novela, (o diretor) Allan Fiterman me disse: “Você vem pra se divertir, né, Camila?” E é exatamente isso. Onde quer que eu esteja, vou aprender, vou me jogar. Isso eu garanto.

Essa abertura é essencial, mas tão importante quanto é saber se fechar quando necessário. Na vida

By Beleza Sempre Viva

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