Sissi Freeman não tinha planos de trabalhar com beleza. Aos 14 anos, quando sua família comprou a botica carioca centenária, ela ainda não imaginava que aquele universo de fórmulas, cheiros e embalagens acabaria definindo sua trajetória profissional. Hoje, à frente das áreas de marketing e vendas, é uma das principais responsáveis por transformar a marca tradicional em um case da beleza brasileira contemporânea.
Sob o olhar estratégico de Sissi, a Granado, que nasceu em 1870 como uma botica especializada em cosméticos e medicamentos à base de plantas brasileiras e chegou a ser fornecedora oficial da família de Dom Pedro II, mas tinha perdido o fator desejável ao longo dos anos, passou por uma modernização cuidadosa e consistente: embalagens redesenhadas, portfólio ampliado, lojas-conceito espalhadas pelo país – e algumas pelo exterior –, além de uma narrativa que equilibra herança e desejo.
