Entre biografia, romance e um estudo antropológico, confira os melhores livros de 2025, segundo o time da revista ELLE:
Quem é essa mulher? Uma biografia de Zuzu Angel, de Virginia Siqueira Starling (Todavia)
Em um trabalho primoroso de jornalismo, Virginia revira arquivos para contar a trajetória da estilista mineira que impactou a moda brasileira e desafiou a ditadura militar. O livro vai desde a infância até o acidente fatal de Zuzu, revelando os bastidores de um período sombrio do Brasil, o desespero de uma mãe para resgatar o corpo do filho e a coragem de uma mulher que utilizou a moda como forma de expressão e fonte de renda. – Renata Piza, redatora-chefe da ELLE
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Triste tigre, de Neige Sinno (Amarcord)
“O livro reúne lembranças e reflexões da autora francesa sobre os estupros que sofreu na infância e adolescência. Nele, são abordados os impactos desses abusos em sua vida e na vida de sua família, além de refletir sobre a sociedade e a abordagem desse tipo de violência na literatura. O nome do livro remete a outras obras famosas, como ‘Tigre, tigre’, de Margaux Fragoso, e o poema ‘O tigre’, de William Blake. Neige apresenta seu relato pessoal, acompanhado de pesquisas e casos reais, em uma tentativa de entender seu passado, as vítimas e os agressores.” – Ana Luiza Cardoso, editora assistente da ELLE
A insubmissa, de Cristina Peri Rossi (Bazar do tempo)
Eu não conhecia o trabalho da premiada autora uruguaia, mas me encantei completamente por ela depois de descobrir A insubmissa. No livro, Cristina narra os primeiros anos de sua vida, explorando temas como amor materno, natureza, descoberta da sexualidade e os desafios do mundo. O tom poético da escrita é marcante, e sua coleção de poesias também é altamente recomendada. – Renata Piza, redatora-chefe da ELLE
Tarde no planeta, de Leonardo Piana (Autêntica contemporânea)
Sismógrafo, romance de estreia do escritor mineiro, era uma das minhas leituras favoritas. Agora, com Tarde no planeta, o autor aborda a finitude e as relações familiares sob a perspectiva de um adolescente gay em meio a uma suposta catástrofe natural. A história, permeada por referências a músicas, poemas e a paisagem da Serra da Mantiqueira, constrói uma trama fábula rica em reflexões sobre a vida e os segredos familiares. – Gustavo Balducci, editor de arte da ELLE
O livro do meu pai, Dijamilia Pereira de Almeida (Todavia)
“Uma menina que cresceu ouvindo seu pai falar de um livro em eterno processo de escrita. Um pai jornalista, cheio de experiências fascinantes, de um Portugal que ainda mantinha colônias e travava guerras. Uma filha que tenta resgatar esse pai, depois de sua morte, durante a pandemia de Covid-19. Dijamilia cria uma autoficção emocionante, abordando o luto e a memória dos entes queridos.” – Renata Piza, redatora-chefe da ELLE
Coisa de rico, de Michel Alcoforado (Todavia)
O que mais me interessou no livro foram os dados e revelações da pesquisa feita pelo autor sobre o high society. É uma leitura que permite entender as nuances e os códigos desse universo exclusivo, proporcionando uma imersão na cultura e nos comportamentos desse meio social. – Pedro Camargo, editor de beleza da ELLE
